Responsáveis pelos corais do Colégio participaram do III Congresso de Pedagogia e Performance Coral da UFRJ, realizado de 14 a 16 de agosto de 2026, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Centro do Rio. Com o tema “Regência coral: gestual, condução e comunicação”, o encontro reuniu regentes, docentes, pesquisadores, estudantes e coros de diferentes regiões do país e convidados internacionais.
A participação dos representantes do CSVP foi expressiva: na coordenação de grupos de discussão sobre coros juvenis e escolares, quatro dos seis coordenadores eram regentes ou professores vinculados ao colégio. A exposição dos textos elaborados pelos grupos encerrou o evento do qual participaram Zé Assumpção, professor de música no Fundamental 2 e Ensino Médio; Débora Braga, regente dos corais infantis e infanto-juvenis, Danilo Federico, preparador vocal e regente dos corais adultos e Taiana Machado, regente do Coral São Vicente a Cappella (SVAC). Para esta última, a presença coletiva deu visibilidade à consistência de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos e à relevância da troca entre profissionais que compartilham a experiência da escola: “Foi muito significativo ver tantas pessoas ligadas ao São Vicente participando do congresso. Cada uma leva sua trajetória, seu olhar e sua prática, mas existe uma construção comum, feita no cotidiano dos ensaios, da escuta dos alunos e da busca por um trabalho coral cada vez mais vivo e conectado com os jovens.”
Troca, formação e repertório
O congresso integrou a programação comemorativa dos 178 anos da Escola de Música da UFRJ. Durante os três dias, a agenda incluiu conferências, mesas-redondas, masterclasses, grupos de discussão, apresentação de mais de 30 trabalhos científicos e concertos gratuitos no Salão Leopoldo Miguez. Os debates abordaram temas como educação musical, inclusão, pedagogia coral, técnica vocal, repertório, performance, gestão de coros e extensão universitária.
Também participaram do encontro os regentes Eric Stark e Matheus Cruz, dos Estados Unidos, ampliando o diálogo entre experiências brasileiras e internacionais de condução e formação de conjuntos vocais.
Para o São Vicente, a participação no congresso reforça uma prática que entende o coral como espaço de aprendizagem artística e humana. O trabalho envolve repertórios que dialogam com os estudantes, disciplina de ensaio, escuta atenta e construção de uma sonoridade compartilhada.
“No coral, cada voz importa, mas nenhuma existe sozinha. Os estudantes aprendem a esperar, ouvir, repetir, ajustar e cuidar do resultado coletivo. Isso é musical, mas também é uma experiência muito importante de convivência”, afirma Taiana.
Um espaço de presença
Em meio a uma rotina marcada pela velocidade e pela dispersão digital, o ensaio coral oferece aos estudantes um tempo de atenção e encontro presencial. Ao longo das atividades, o grupo é convidado a se desconectar de estímulos externos para cantar, ouvir e construir algo em conjunto.
“O ensaio cria um espaço de encontro olho no olho. É um momento de presença, concentração e pertencimento. A música ajuda os jovens a perceberem que é possível desacelerar e realizar algo bonito com outras pessoas”, conclui Taiana.
A presença do CSVP no congresso evidencia a força de uma experiência pedagógica em que arte, disciplina e convivência caminham juntas, e em que cantar em grupo se torna também uma forma de aprender a estar com o outro.









